Salário Médio em Portugal: Valores Atuais, Diferenças por Setor e o que Esperar em 2026

Os dados salariais são uma ferramenta essencial para compreender o salário médio em Portugal, acompanhar a progressão da carreira e perceber o seu valor no mercado de trabalho.

Sem dados concretos, é fácil subestimar a própria experiência ou aceitar propostas abaixo do justo. Com base em fontes fiáveis, reunimos a informação mais recente para o ajudar a definir objetivos profissionais realistas e a compreender o que é uma remuneração justa na sua área.

Neste artigo, abordamos:

  • Quanto se ganha em média em Portugal
  • Como os salários variam consoante a idade e o nível de experiência
  • Setores com salários mais elevados (e mais baixos)
  • Próximos passos na sua procura de emprego
  • O que pode esperar em 2026

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Qual é o salário médio em Portugal?

Para responder à pergunta qual é o salário médio em Portugal, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, indicam que no terceiro trimestre de 2025 o salário bruto médio mensal em Portugal foi de 1.615 euros. Este valor inclui trabalhadores a tempo inteiro e a tempo parcial, em todos os setores de atividade.

Em termos anuais, segundo o Eurostat, o salário médio anual dos trabalhadores a tempo inteiro em Portugal foi de 24.818 euros em 2024, mantendo uma trajetória de crescimento nos últimos anos.

Consultar estatísticas atualizadas é fundamental durante a procura de emprego. Permite definir expectativas salariais realistas, avaliar propostas, planear uma mudança de carreira ou negociar um aumento com maior confiança.

No entanto, este valor médio não conta toda a história:

  • Salários mais elevados distorcem a média: uma minoria com rendimentos altos puxa o valor médio para cima, enquanto muitos trabalhadores - sobretudo em início de carreira — ganham menos.
  • Persistem desigualdades salariais: continuam a existir diferenças de remuneração associadas ao género, setor de atividade e tipo de contrato.

Por isso, para perceber melhor quanto “a maioria das pessoas” ganha, é importante olhar para o salário mediano.

Salário médio vs. salário mediano em Portugal

O salário mediano representa o valor que divide os trabalhadores em duas metades: metade ganha menos e metade ganha mais.

Em Portugal, o salário mediano mensal situa-se entre 1.000 e 1.050 euros, o que mostra que uma parte significativa da população ativa recebe abaixo do salário médio nacional.

Em termos práticos, para trabalhadores a tempo inteiro, isto significa aproximadamente:

  • Mensal: cerca de 1.000–1.050 €
  • Anual: cerca de 14.000–15.000 € (valores brutos, dependendo de subsídios)

DICA: Conversas abertas e transparentes sobre salários ajudam a criar maior equidade e a alinhar expectativas dentro das empresas.

Como a idade influencia o salário em Portugal?

A distribuição do salário médio líquido por faixa etária em Portugal evidencia diferenças significativas entre trabalhadores mais jovens e mais velhos, refletindo níveis distintos de experiência, progressão na carreira e estabilidade profissional. Com base em dados da EDUSTAT referentes a 2024 e tendências do mercado português, analisamos a seguir o salário bruto médio dos empregados em Portugal por idades.

Em 2024, os trabalhadores com idades entre os 16 e os 24 anos auferiram um salário médio líquido de 840 euros, valor que corresponde a menos 26,4% do que a média nacional (1.142 euros líquidos). Já na faixa dos 25 aos 34 anos, o salário médio líquido situou-se nos 1.085 euros, ainda 5% abaixo da média nacional, mostrando que os primeiros anos de carreira continuam a ser marcados por rendimentos mais baixos. A partir dos 35 anos, a tendência inverte-se: todos os grupos etários acima desta idade registaram salários médios líquidos superiores à média nacional. Entre os trabalhadores dos 45 aos 54 anos, o salário médio líquido foi de 1.183 euros, cerca de 3,6% acima da média, enquanto no grupo dos 55 aos 64 anos atingiu os 1.199 euros, o que representa mais 5% face ao valor médio nacional.

Estes dados confirmam que, apesar de os trabalhadores mais jovens continuarem a ser os mais penalizados em termos salariais, o rendimento tende a aumentar de forma consistente ao longo da vida profissional, atingindo os valores mais elevados nas fases intermédias e finais da carreira.

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Para jovens profissionais e recém-licenciados que entram no mercado de trabalho em 2026, os salários iniciais tendem a ser mais baixos. No entanto, esta fase costuma apresentar a progressão salarial mais rápida, sobretudo em áreas com elevada procura, como:

Nem todos os percursos são lineares. Pausas na carreira, reconversões profissionais ou regressos ao mercado de trabalho são cada vez mais comuns e, em muitos setores, já são bem aceites pelos empregadores.

Se está à procura de um emprego enquanto estudante, de um estágio, ou do seu primeiro emprego, estas faixas salariais ajudam a definir expectativas realistas e a perceber melhor o potencial de crescimento ao longo da carreira.

Salário médio por região em Portugal

A região onde se trabalha tem um impacto direto no nível salarial em Portugal, refletindo diferenças na concentração de emprego, no tecido empresarial e no custo de vida. Os dados mais recentes mostram que os distritos com maior volume de emprego são também aqueles onde os salários médios são mais elevados.

Em outubro de 2025, o distrito de Lisboa destacou-se de forma clara, com uma remuneração média mensal de 1.733 euros, valor que corresponde a mais 229 euros do que a média nacional, ou seja, 15,2% acima. Esta diferença reflete a forte presença de serviços especializados, sedes empresariais e funções altamente qualificadas.

Logo a seguir surgem os distritos de Setúbal e Porto, com remunerações médias de 1.568 euros e 1.512 euros, respetivamente. Estes três distritos foram os únicos a registar salários médios mensais acima da média nacional.

Nos restantes distritos do país, a remuneração média mensal situou-se abaixo dos 1.504 euros. Em zonas como Coimbra, Aveiro, Leiria e na Região Autónoma dos Açores, a diferença face à média nacional foi inferior a 6%, revelando uma aproximação gradual aos valores médios do país.

Em contraste, distritos do interior como Beja, Portalegre, Vila Real e Guarda registaram diferenças superiores a 15% abaixo da média nacional, com uma perda mensal superior a 234 euros, evidenciando desigualdades regionais ainda muito marcadas no mercado de trabalho português.

Compreender estas diferenças regionais é essencial para quem está a ponderar uma mudança de emprego, a negociação de um regime remoto ou uma eventual relocalização dentro do país, permitindo avaliar propostas salariais de forma mais realista e informada.

DICA: Para quem está a ponderar mudar de emprego, aceitar um regime remoto ou até relocalizar dentro do país, conhecer os valores salariais médios por região é essencial para avaliar propostas, negociar remunerações e tomar decisões informadas sobre a carreira.

Setores com os salários mais elevados e mais baixos em Portugal

O potencial de rendimento em Portugal varia significativamente consoante a função e o setor, o que ajuda a perceber o salário médio em Portugal por profissão. Alguns setores pagam salários significativamente mais elevados devido ao elevado grau de especialização exigido, à responsabilidade associada às funções ou ao valor estratégico que representam para a economia. Outros setores, apesar de empregarem um grande número de trabalhadores, continuam a apresentar salários médios mais baixos.

Compreender estas diferenças é essencial, quer esteja a ponderar uma mudança de carreira, quer esteja simplesmente a comparar o seu salário com a média do mercado. Esta realidade reflete-se também na lista das profissões mais bem pagas em Portugal, que se concentram sobretudo em funções de elevada especialização, responsabilidade e escassez de talento.

5 setores com salários mais elevados em Portugal

1. Eletricidade, gás, vapor e energia

Este é o setor mais bem remunerado em Portugal. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, no segundo trimestre de 2025 a remuneração média bruta mensal ultrapassou os 3.500 euros, mantendo-se no topo da tabela salarial nacional. Estes valores refletem a elevada especialização técnica, a forte regulação e a importância estratégica das infraestruturas energéticas.

Funções comuns incluem engenheiros eletrotécnicos, gestores de redes e técnicos especializados em energia. Os salários elevados justificam-se pela escassez de perfis qualificados e pela complexidade das funções.

2. Atividades financeiras e de seguros

O setor financeiro continua entre os mais bem pagos em Portugal. No segundo trimestre de 2025, o salário médio bruto mensal situou-se nos 2.762 euros, após um crescimento homólogo de 4,5%. Funções ligadas à banca, seguros, gestão de risco e compliance concentram rendimentos acima da média nacional.

O ambiente altamente regulado, a responsabilidade associada às decisões financeiras e as margens de rentabilidade explicam os níveis salariais elevados.

3. Tecnologias de informação e comunicação

O setor tecnológico mantém-se como uma das principais fontes de salários elevados. Em 2025, a remuneração média bruta mensal atingiu 2.658 euros, com uma subida homóloga próxima dos 5%. Programadores, engenheiros de software, especialistas em dados e cibersegurança estão entre os perfis mais valorizados.

A forte procura por talento digital, a concorrência internacional e a possibilidade de trabalho remoto contribuem para a atratividade salarial deste setor.

4. Educação e Administração Pública

O setor da educação registou um salário médio bruto mensal de 2.563 euros, enquanto a Administração Pública e Defesa alcançou 2.086 euros. Apesar de o crescimento salarial ser mais moderado do que noutros setores, estes valores refletem níveis elevados de qualificação, estabilidade profissional e carreiras estruturadas.

O setor público continua, em média, a pagar melhor do que o setor privado, ainda que com diferenças explicadas pelo nível de escolaridade e pela composição etária dos trabalhadores.

5. Indústrias extrativas e engenharia especializada

As indústrias extrativas juntaram-se recentemente ao grupo dos setores com salários médios acima dos dois mil euros. Em 2025, após um aumento expressivo de 13,6%, o salário médio bruto mensal atingiu 2.053 euros, o crescimento mais elevado entre todos os setores da economia portuguesa.

Este aumento reflete a escassez de mão de obra qualificada, as exigências técnicas e os riscos associados às funções.

5 setores com os salários mais baixos em Portugal

Apesar de começarem com remunerações inferiores, muitos destes setores oferecem oportunidades de progressão salarial ao longo do tempo, sobretudo em funções de supervisão ou gestão.

1. Agricultura, produção animal, floresta e pesca

Este continua a ser o setor com o salário médio mais baixo em Portugal. Em 2025, a remuneração média bruta mensal situou-se nos 976 euros, apesar de um crescimento superior a 7% face ao ano anterior. A proximidade ao salário mínimo e a forte sazonalidade explicam estes valores.

2. Alojamento, restauração e similares

Apesar de ser um dos setores que mais emprega trabalhadores em Portugal, o salário médio bruto mensal ronda os 1.053 euros. A elevada rotatividade, o peso do trabalho sazonal e os contratos a tempo parcial limitam a progressão salarial para a maioria dos trabalhadores.

3. Comércio a retalho

O setor do retalho é um dos maiores empregadores do país, sobretudo em lojas e supermercados, mas caracteriza-se salários médios relativamente baixos. Em termos nacionais, os rendimentos situam-se abaixo da média, embora na Área Metropolitana de Lisboa os salários sejam cerca de 13% a 16% superiores ao resto do país.

4. Indústrias transformadoras tradicionais

Setores como os têxteis, vestuário, calçado e fabrico de mobiliário continuam entre os menos bem pagos, com salários médios historicamente próximos ao salário mínimo. A elevada automatização e a forte concorrência internacional limitam a capacidade de aumentar salários.

5. Serviços de limpeza e apoio básico

As atividades de limpeza e serviços operacionais essenciais continuam a apresentar baixos níveis salariais e progressões lentas, mesmo para trabalhadores com muitos anos de experiência.

DICA: Compreender os parâmetros salariais não se resume apenas a números; é uma ferramenta poderosa para o planeamento de carreira, negociação com confiança e reconhecimento do seu valor de mercado num cenário profissional competitivo.

O papel da educação nos rendimentos em Portugal

A educação tem um impacto claro no nível de rendimento ao longo da vida profissional, embora não seja o único fator determinante. A área de formação, o setor de atividade, as escolhas feitas no início da carreira e a progressão profissional influenciam fortemente o salário ao longo do tempo. Ainda assim, em Portugal, os dados mostram que níveis mais elevados de escolaridade continuam associados a melhores remunerações e maior estabilidade no emprego.

Ensino superior

Os trabalhadores com ensino superior tendem a ganhar mais do que aqueles com níveis de escolaridade mais baixos. De acordo com o relatório Education at a Glance 2025, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), 83% dos trabalhadores portugueses entre os 25 e os 64 anos com licenciatura ou grau superior auferiam um salário acima da média nacional. Cerca de 36% destes trabalhadores ganhavam mais do dobro do salário médio, um valor que não chega a 10% entre os trabalhadores sem ensino superior.

Além da vantagem salarial, o ensino superior está também associado a uma maior taxa de emprego. Em 2024, 91% dos diplomados estavam empregados, face a 86% entre os trabalhadores com ensino secundário e valores ainda mais baixos entre quem não concluiu o 12.º ano.

Os ganhos tendem a aumentar à medida que se avança nos graus académicos. Trabalhadores com mestrado e doutoramento apresentam, em média, maior facilidade em encontrar emprego e salários superiores aos dos licenciados, sobretudo em áreas como tecnologias, saúde, engenharia e investigação científica.

Jovens licenciados e início de carreira

Em Portugal, os salários no início da carreira para licenciados são, em geral, mais baixos do que a média nacional, mas registam uma progressão relativamente rápida nos primeiros anos, especialmente em setores com maior procura por qualificações.

Muitos jovens licenciados observam aumentos salariais significativos entre dois e cinco anos após a entrada no mercado de trabalho, sobretudo quando permanecem em áreas como tecnologias de informação, finanças, engenharia ou saúde. Em setores criativos ou no setor público, os salários iniciais tendem a ser mais modestos, mas compensados por maior estabilidade e progressão previsível.

Trabalhadores sem ensino superior

Para quem entra no mercado de trabalho sem frequentar o ensino superior, os salários iniciais tendem a ser mais baixos e concentram-se sobretudo em setores como comércio, serviços administrativos, logística, indústria e hotelaria. Entre os trabalhadores que concluíram apenas o ensino secundário, 53% ganham abaixo do salário médio nacional, percentagem que sobe para 66% entre os que não concluíram o 12.º ano.

Ainda assim, existem percursos profissionais sem ensino superior que permitem alcançar rendimentos elevados, especialmente através de formação técnica, certificações profissionais e aprendizagem em contexto de trabalho. Áreas técnicas especializadas, funções industriais qualificadas ou algumas profissões operacionais com elevada responsabilidade podem oferecer salários bastante competitivos ao longo do tempo.

A decisão entre prosseguir estudos ou entrar diretamente no mercado de trabalho deve, assim, considerar não apenas o salário inicial, mas também o potencial de progressão a médio e longo prazo.

Educação, género e empregabilidade

Os dados mostram ainda que o ensino superior contribui para reduzir desigualdades no mercado de trabalho, sobretudo entre homens e mulheres. Em 2024, a taxa de emprego entre diplomados era idêntica para ambos os géneros, situando-se nos 89%, enquanto entre os trabalhadores sem ensino secundário a diferença era muito mais acentuada.

O papel do género nos rendimentos em Portugal

Apesar dos avanços registados nos últimos anos, a desigualdade salarial entre homens e mulheres continua a ser uma realidade estrutural em Portugal, visível mesmo quando se comparam trabalhadores com o mesmo nível de qualificações, experiência e responsabilidades.

Em 2023, o salário mediano dos homens com licenciatura foi de 1.860 euros, enquanto o das mulheres licenciadas se fixou nos 1.467 euros, o que representa uma diferença de 27% a favor dos homens. Em média, as mulheres em Portugal ganham menos 242 euros por mês do que os homens, o que equivale a 2.904 euros por ano. Esta diferença significa que, para obterem o mesmo rendimento anual, as mulheres têm de trabalhar mais 56 dias por ano do que os homens.

A disparidade salarial entre homens e mulheres é três vezes maior no setor privado do que no setor público. Na Administração Pública, a diferença salarial situa-se em cerca de 6%, refletindo carreiras mais estruturadas e maior transparência remuneratória. Já no setor privado, o fosso é significativamente mais elevado, atingindo 17,7%, o que evidencia desigualdades mais acentuadas na progressão salarial, no acesso a cargos de liderança e na definição das remunerações.

Diferenças por nível hierárquico e qualificações

Nos cargos de topo, a desigualdade é particularmente acentuada:

  • Homens em quadros superiores ganham, em média, 3.154 euros mensais.
  • Mulheres em funções equivalentes ganham 2.318 euros, menos 836 euros por mês, ou cerca de 10 mil euros por ano.

Quanto mais elevado for o nível de escolaridade, maior tende a ser o fosso salarial:

  • Mulheres com ensino superior ganham, em média, 1.898 euros.
  • Homens com ensino superior ganham 2.572 euros, uma diferença de 35%.

Entre trabalhadores com ensino secundário ou básico, a diferença salarial é significativamente menor.

Antiguidade, setores e segregação profissional

A desigualdade salarial aumenta com os anos de antiguidade. Um homem com menos de um ano de empresa ganha, em média, mais do que uma mulher com nove anos de antiguidade. 49% das mulheres empregadas concentram-se em profissões tradicionalmente mal remuneradas e representam 69% dos trabalhadores não qualificados, apesar de existirem mais mulheres licenciadas do que homens na população ativa.

Diferenças salariais por setor de atividade

Setores com maior disparidade salarial:

  • Atividades artísticas e desporto, onde os homens ganham 49% mais.
  • Finanças, consultoria, ciência, comunicação, transportes e indústria transformadora, com diferenças superiores a 10%.

Setores com menor disparidade salarial ajustada a funções semelhantes:

  • Administração Pública e Segurança Social: 4,7%.
  • Eletricidade e água: 4,2%.
  • Organizações internacionais: 3,5%.

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Salário médio em Portugal em 2026: o que esperar do mercado de trabalho

O salário médio em Portugal em 2026 deverá continuar a crescer a um ritmo mais moderado do que nos anos anteriores, mantendo ainda assim ganhos reais para a maioria dos trabalhadores. Especialistas antecipam que os salários continuem a subir, mas a um ritmo mais moderado, refletindo a descida da inflação, o contexto económico internacional e ajustes fiscais internos.

Principais tendências esperadas para 2026:

Crescimento salarial mais moderado
As previsões apontam para um aumento médio dos salários em torno de 3,5%, ligeiramente abaixo de 2025 e claramente inferior aos valores registados em 2024. Ainda assim, este crescimento deverá superar a inflação esperada de cerca de 2,1%, permitindo ganhos reais de poder de compra.

Impacto da inflação e do IRS
Com a inflação em desaceleração, as empresas tendem a ajustar os aumentos salariais para valores mais próximos dos níveis históricos. A atualização dos escalões de IRS em cerca de 3,5% poderá também funcionar como travão a aumentos mais elevados, devido ao impacto fiscal adicional.

Setores com aumentos acima da média
Nem todos os setores evoluirão da mesma forma. Áreas com maior escassez de talento deverão registar aumentos salariais superiores à média, nomeadamente:

  • Tecnologias de informação e digitalização.
  • Construção e obras públicas.
  • Segurança privada.
  • Perfis especializados em IA, cibersegurança, análise de dados, logística, transportes e alguns segmentos do retalho e hotelaria.

Setores com evolução mais contida
Turismo, serviços tradicionais, comércio a retalho, indústria transformadora e funções administrativas de rotina deverão apresentar crescimentos salariais mais modestos, sobretudo em pequenas e médias empresas com margens reduzidas.

Subida do salário mínimo nacional
Em janeiro de 2026, o salário mínimo nacional sobe de 870 euros para 920 euros, pago em 14 meses, um aumento de cerca de 5,7%, mais expressivo do que o crescimento médio dos salários. Na Função Pública, a remuneração mínima passará para 934,99 euros.

Função Pública e incentivos salariais
Mantém-se o regime de isenção de IRS e Segurança Social para prémios de produtividade, até ao limite de 6% da retribuição base anual, desde que as empresas assegurem um aumento médio dos salários de pelo menos 4,6%, com especial foco nos trabalhadores que ganham igual ou abaixo da média.

Como escrever um perfil profissional se não tem experiência profissional

Não ter experiência profissional não significa que não tenha valor para mostrar. O perfil profissional no CV é precisamente o espaço onde pode destacar competências, motivação e potencial, mesmo que ainda não tenha um histórico de trabalho formal.

1. Foque-se em quem é e no que quer aprender: Em vez de falar do que ainda não fez, destaque a sua atitude, interesse e objetivos profissionais. Mostre que está motivado para aprender e contribuir.

Exemplo: “Recém-licenciado em Marketing, com forte interesse em comunicação digital e redes sociais. Pessoa organizada, motivada e com grande vontade de aprender em contexto profissional.”

2. Destaque competências transferíveis: Competências desenvolvidas em contextos académicos, voluntariado, estágios curriculares ou projetos pessoais são altamente valorizadas. Inclua competências como:

3. Valorize a sua formação e projetos: Se não tem experiência profissional, a sua formação é o seu principal ativo. Pode mencionar:

  • Cursos ou licenciaturas relevantes
  • Projetos académicos
  • Trabalhos práticos
  • Certificações ou formações online

Exemplo: “Durante a licenciatura, desenvolveu projetos em análise de dados e apresentação de resultados, adquirindo competências práticas em Excel e trabalho em equipa.”

4. Seja específico e evite frases genéricas: Evite expressões vagas como “trabalhador”, “dinâmico” ou “polivalente” sem contexto. Sempre que possível, ligue a competência a uma ação concreta.

  • Menos eficaz: “Sou uma pessoa dinâmica e responsável.”
  • Mais eficaz: “Sou uma pessoa organizada e responsável, habituada a cumprir prazos e a trabalhar com objetivos definidos.”

5. Mantenha o perfil curto e direto: o perfil profissional deve ter 3 a 5 linhas, ser fácil de ler e adaptado à vaga a que se candidata.

Exemplo de perfil profissional sem experiência: “Recém-licenciada em Gestão, com interesse nas áreas de análise financeira e controlo de gestão. Boa capacidade de organização, atenção ao detalhe e facilidade em trabalhar em equipa. Procura uma primeira oportunidade profissional para desenvolver competências e crescer na área.”

Cinco pontos-chave sobre o salário médio em Portugal

  1. O salário médio bruto mensal ronda os 1.600 euros, mas o salário mediano líquido situa-se perto dos 1.000 euros, refletindo melhor a realidade da maioria dos trabalhadores.
  2. Lisboa, Porto e Setúbal, bem como setores como energia, finanças, tecnologia e saúde, concentram os salários mais elevados.
  3. Para muitos trabalhadores a tempo inteiro, o rendimento mensal líquido fica pouco acima dos mil euros.
  4. Os salários têm crescido acima da inflação nos últimos anos, permitindo alguma recuperação do poder de compra.
  5. Qualificações, experiência e especialização aumentam o potencial salarial, embora existam carreiras técnicas bem pagas sem ensino superior.

Próximos passos

Dê o próximo passo na sua carreira com confiança e destaque-se num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Aperfeiçoe a sua candidatura com o CVMaker, uma ferramenta intuitiva que lhe permite criar um CV profissional e personalizado de forma simples e eficaz.

Para complementar o seu currículo, explore também a nossa seleção de modelos de CV, bem como os nossos conteúdos sobre cartas de apresentação, pensados para diferentes perfis e objetivos profissionais. Se procura mais conselhos práticos sobre carreira, salários e procura de emprego, visite o nosso blogue de carreira e mantenha-se atualizado sobre o mercado de trabalho em Portugal.

Perguntas frequentes

O que é considerado um bom salário médio em Portugal?

Em 2025, um bom salário em Portugal situa-se, em regra, acima dos 1.600 euros brutos mensais, valor superior à média nacional. Este nível de rendimento permite um maior conforto financeiro, sobretudo fora das grandes áreas metropolitanas, embora o custo de vida varie bastante por região.

1.800 euros é um bom salário em Portugal?

Sim. Um salário bruto mensal de 1.800 euros está acima da média nacional e coloca o trabalhador numa posição relativamente confortável, especialmente fora de cidades como Lisboa, onde o custo da habitação é mais elevado.

Qual é o salário médio de um trabalhador com cerca de 30 anos em Portugal?

O salário varia bastante consoante o setor e a experiência, mas, em média, um trabalhador entre os 30 e os 34 anos aufere cerca de 1.300 a 1.500 euros brutos mensais. Profissionais em áreas como tecnologias, engenharia ou finanças tendem a ganhar acima deste intervalo.

Que salário corresponde ao top 10% em Portugal?

Para integrar o top 10% dos trabalhadores mais bem pagos em Portugal, é geralmente necessário auferir mais de 3.000 euros brutos mensais, o que corresponde a rendimentos anuais superiores a cerca de 42.000 euros. Estes valores concentram-se sobretudo em cargos de gestão, funções altamente especializadas e setores como energia, finanças e tecnologia.

Como posso usar dados salariais numa negociação?

Utilize dados atuais para comparar o seu salário com:

  • Funções semelhantes
  • O seu setor de atividade
  • A região onde trabalha
  • O seu nível de experiência

Levar estes dados para uma negociação ajuda a demonstrar o seu valor de mercado e a sustentar pedidos de aumento ou progressão salarial.

Onde posso encontrar informação salarial fiável para a minha profissão?

As fontes mais fiáveis em Portugal incluem:

O que se espera dos salários em Portugal em 2026?

Em 2026, os salários em Portugal deverão continuar a crescer, mas a um ritmo mais moderado. As previsões apontam para aumentos médios em torno de 3,5%, acima da inflação esperada, permitindo ganhos reais modestos. O crescimento deverá ser mais expressivo em setores com escassez de talento, enquanto áreas mais tradicionais terão evoluções mais contidas.

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